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O USO DA HOMEOPATIA NO TRATAMENTO DA INFECÇÃO URINÁRIA EM RATAS: Uma observação de incredulidade
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Em primeiro lugar, a infecção conseguida em cem por cento das ratas Wistar levaria a cair por terra a principal tese da homeopatia, de que aqueles que estão equilibrados na sua energia vital não pegam doenças . TODAS as ratas estariam desequilibradas ou a doença é externa mesmo? O trabalho comprova a segunda versão. Mesma causa, mesma doença. O que é reconhecido pelos homeopatas ao intoxicar as pessoas que estas intoxicações são reproduzíveis , mas não conseguiram até hoje demonstrar que nos doentes, fim à que se destinam os remédios, elas tenham algum efeito além do placebo.
Segundo, o completo achado de dados discrepantes no trabalho em que o placebo curou todos os casos em 32 dias (Grupo C3), quando o grupo controle tem mais de 60% (grupo C1) de positividade neste período. Ou se acredita que o placebo tem poder curativo até mesmo em animais , o que é negado por aqueles que apresentam o tratamento veterinário como prova de não ser influência psicológica apenas , ou, mais provável, a péssima qualidade do trabalho. O que se suspeita quando os grupos 7, 8 e 9 tiveram eliminação total das bactérias aos 12 dias (gupos A, 7, 8 e 9) e mais de 30% de positividade na segunda amostra em 16 dias (grupos B 7,8 e 9). Como se obteve crescimento em 16 dias se em 12 não havia mais bactérias? Só pode ter ocorrido por falha do pesquisador em detectá-las. Terceiro. Outra discrepância com a “física” homeopática é a de que as dinamizações 30 foram mais potentes dos que as de 300 (supõe-se que seja CH), o que denota que se diluiu a “energia quackery” ao contrário do que afirmam os “cientistas homeopatas”, de que quanto mais dinamizadas e diluídas mais energia teria. Ou o que afirmam os homeopatas está tudo errado, ou, mais fácil de se crer, é um trabalho pra lá de inconsistente.(O que não quer dizer que homeopatia funcione). Quarta falácia se relaciona com a repertorização das ratas, que provaria que os sintomas subjetivos são falsos indicadores, pois se pode (pelo trabalho) dispensá-los para achar o medicamento, não sendo preciso tanta prosopopéia ao atender o paciente. A entrevistas de ratas é o suficiente. Até os resultados alegados foram melhor quando feito assim, usando a etiologia. Quinto. Ao comparar nosódios aos medicamentos homeopáticos demonstra que o similium não é necessário. Apesar de na literatura se ter provado que os nosódios não funcionam, no trabalho tiveram efeito. Falha ou descoberta fantástica? Sexto. Deveríamos analisar o número da amostra utilizada, o tratamento dispensado a cada subgrupo, como se identificaram às amostras para ser encaminhado para o laboratório para eliminar manipulação e erros de halo, como ocorreu com Benveniste, que até a memória da água tinha conseguido provar sozinho, mas não na frente dos outros. Sétimo. O achado da melhora com remédio de fundo Phosphorus (subgrupo 7) do que com o individualizado (subgrupo 6) também é uma discrepância com o afirmado pelos homeopatas, mostrando não precisar ser individualizado a prescrição, podendo ser usado a prescrição simples. Também alega que todas as ratas precisavam do mesmo medicamento de fundo, o que é mais uma discordância como a teoria da homeopatia. E o holismo, onde fica? Oitavo. Os sintomas identificados: “Foi também observado que os ratos infectados apresentavam nítidas alterações do comportamento, caracterizadas por reação de fuga, timidez e busca de proteção”.Demonstrando mais uma vez de que os sintomas foram comuns e não “cada um reagiu de modo peculiar” .Tais sintomas eram de se esperar em ratas que estavam infectadas e manipuladas por cateter em suas uretras. Nono. A grande alegação dos homeopatas é que os métodos de avaliar os resultados da homeopatia não são iguais, pois os trabalhos de TRIALs darão sempre resultado negativo . Isto afirmado por pessoas como o homeopata Dr Matheus Marin, que afirma que os resultados sempre serão iguais ao placebo . O que nos leva mais uma vez a concluir que este trabalho está errado, ao demonstrar o efeito bactericida da homeopatia em suas várias formas. Ou seria apenas argumentação para descartar as massivas demonstrações que os resultados são iguais a placebo? E só se valorizam aqueles, que por meio de viés, dão algum resultado enquanto não se reproduz o trabalho? http://www.unifesp.br/comunicacao/jpta/ed163/pesq6.htm http://www.sbn.org.br/teses/tese51.htm Título: O USO DA HOMEOPATIA NO TRATAMENTO DA INFECÇÃO URINÁRIA EM RATAS Autor: MARIA ISABEL GONÇALVES médica, especialista em nefrologia e homeopatia Imprenta: São Paulo, 2001. Descr Fís: Grau: Tese (Doutorado) Unid: Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina - Pós Graduação em Nefrologia. Orientador: Prof. Dr. Nestor Schor Resumo A infecção do trato urinário (ITU) é uma patologia comum, que acomete principalmente indivíduos do sexo feminino. Muitos experimentos têm sido realizados na tentativa em descobrir novas alternativas para o tratamento da ITU, desde o uso de vacinas até o uso de Lactobacilos. A Homeopatia é uma terapêutica baseada na lei natural de cura, Similia Similibus Curentur, os semelhantes se curam pelos semelhantes. Como poucos trabalhos experimentais de homeopatia foram descritos na literatura, decidimos fazer uso dela em modelo experimental. Objetivo: Avaliar a eficácia da homeopatia no tratamento da ITU induzida por E.coli em ratas, utilizando os nosódios e o simillimum. Material e Métodos: Utilizamos ratas Wistar, de 12 a 14 semanas de vida. Protocolo Experimental: a- Inóculo bacteriano: E.coli O6:H1 na concentração de 108 organismos/ml. b- Inoculação: Introduzido o inóculo bacteriano (E.coli) via transuretral e posterior massagens na bexiga. As ratas foram sacrificadas, rins e bexigas enviados para cultura de tecidos. c- Grupos estudados: 1- Controle. 2- Tratado com o medicamento homeopático derivado da própria urina (nos ódio 300). 3- Placebo: utilizamos o veículo do medicamento homeopático, álcool 5%. 4- Antibiótico: Levoquinolona. 5- Coletivo: utilizando um pool das urinas das ratas, na potência 300. 6- Coletivo: na potência 200CH. 7- Individual: o remédio preparado individualmente na 300. Grupos 8 e 9: utilizando apenas o remédio de fundo. Grupo 8- Phosphorus 30CH e Grupo 9- Phosphorus 200CH. Os animais foram separados em Subgrupos: A- ratas sacrificadas no 12° dia, B- no 16° dia e C- no 32° dia. Resultados. Apresentados como crescimento de E.coli tecidual: Grupos Subgrupos 1 2 3 4 5 6 7 8 9 A 100% 39% 94% 33% 73% 66% --- --- --- B 100% 39% 94% --- --- --- 39% 22% 42% C 66% --- --- --- --- --- --- --- --- Conclusões: Os medicamentos homeopáticos, o nos ódio 300 produzido respeitando a individualidade de cada animal e o simillimum que no caso foi o Phosphorus 30CH, parecem ter um efeito positivo para o tratamento de infecção urinária neste modelo experimental. |
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REFERÊNCIAS
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“Parte-se do princípio de que uma pessoa equilibrada não adoece.” A Homeopatia como ciência Dra. Marilda Ferraz http://www.mercadovivaz.com.br/DraMarilda/Homeopatia.htm http://www.homeopatiagoiana.hpg.ig.com.br/saude/10/index_int_5.html “O indivíduo só adoece quando sua energia vital está em desequilíbiro e este desequilíbiro é a real doença, curando isso o resto é consequência.” Doutor! Pra quê serve esse remédio? Dr. Elias Carlos Zoby Homeopata Veterinário http://www.geocities.com/clinicazoby/pqserve.html “A homeopatia entende que todos os distúrbios da saúde são causados pelo desequilíbrio da energia (ou da força) que cada um de nós traz dentro de si; em outras palavras, enquanto a nossa energia interna (chamada de energia vital) está equilibrada, todo o nosso organismo funciona perfeitamente e estamos saudáveis;” A HOMEOPATIA COMO OPÇÃO DE CURA Márcio Henrique Orlowski http://www.universus.com.br/art92.htm “Compreende-se cada vez melhor que as pessoas podem adoecer a partir de seu mundo emocional e difunde-se a idéia de que cada ser humano é diferente dos demais.” Médicos do corpo e da alma Por Cristiane Assis http://www.unifesp.br/comunicacao/sp/ed09/reports7.htm “Atualmente os critérios de regularidade e repetição minuciosamente analisados são utilizados como parâmetros do científico. Regularidade e repetição são observadas nas experimentações homeopáticas.” PORQUE A HOMEOPATIA INCOMODA Dr. Matheus Marim http://www.psrocha.med.br/incomoda2.htm “Os sintomas que melhoram com o uso de placebo são os chamados de "sintomas banais", que desaparecem pela simples sugestão e que são desprezados pelo médico homeopata na hierarquização dos sintomas.” Homeopatia, a Eterna Incompreendida Edson Credidio http://www.nib.unicamp.br/recursos/homeopatia/credidio.htm Se o efeito da homeopatia é psicológico, como se explica a eficácia do tratamento do veterinário homeopata com cachorros, cavalos e outros animais? Homeopatia, a Eterna Incompreendida Edson Credidio http://www.nib.unicamp.br/recursos/homeopatia/credidio.htm Repertorização se refere a busca dos sintomas selecionados no paciente no livro de prescrição para prescrever pela signature do mesmo. Nosódio é o preparado de forma diluída e dinamizado do germe da doença. Isopatia. Similium: apresentação que tem a mesma semelhança sintomatológica no livro de prescrição. “O medicamento age como um estímulo que facilitará a reação defensiva de cada organismo doente, dentro de suas peculiaridades e possibilidades.” Médicos do corpo e da alma Por Cristiane Assis http://www.unifesp.br/comunicacao/sp/ed09/reports7.htm “Muitos resultados não demonstrados da eficácia da homeopatia não dependem de seu caráter científico, mas sim dos métodos insuficientes das atualidades que, apesar do desenvolvimento, ainda não conseguem detectar fatos observados empiricamente.” Homeopatia, a Eterna Incompreendida Edson Credidio http://www.nib.unicamp.br/recursos/homeopatia/credidio.htm “Por outro lado, na pesquisa clínica, não aceitamos os duplo-cegos e triplo-cegos que se concentrem em apenas uma doença de uma pessoa que é um Universo. Consideramos esses estudos totalmente cegos.” PORQUE A HOMEOPATIA INCOMODA Dr. Matheus Marim http://www.psrocha.med.br/incomoda2.htm | ||
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