SIMILITUDE A LEI QUE A NATUREZA NÃO ACEITOU

O renascimento da QUIMERA *
Ou
A origem da energia vital


Os povos primitivos, por serem primitivos, atribuíam ao mundo idéias mágicas para explicar o mundo e os fatos. Espíritos, maus-olhados, maldições, energias místicas e misteriosas para atribuir mecanismos pelos fatos que desconheciam as regras, os fenômenos naturais ou as explicações pela ventura ou pelo azar. Adoravam o Sol, a Lua, o fogo, a terra, os vulcões, as montanhas, seres dos rios atribuindo a eles poderes sobrenaturais. Esta é certamente uma qualidade humana que os animais não possuem.
Um destes conceitos era atribuir aos seres vivos poderes sobrenaturais extraordinários. Acreditavam na predição do futuro pelo estrebuchamento dos animais para ler nas suas entranhas. Os Egípcios praticavam tal “arte”. A antropofagia levava ao guerreiro a imaginar que podia adquirir a coragem do inimigo, ao comer o seu coração na crença de que aí estava a localização da coragem ou de suas qualidades guerreiras e a possibilidade de poder introjetar esta capacidade invisível pelo ato de ingerir o cadáver. Esta prática se difundiu no homem primitivo e até nos povos das Américas.
Povos primitivos aqui da América como os Moches e o povo de Sipan já praticavam o sacrifício humano.
Os astecas e incas faziam sacrifícios humanos para liberar esta “energia” misteriosa dos seres vivos, para agirem no meio, coisa que os andinos fazem até hoje em dia com os animais, ou escondidos com assassinatos rituais. A liberação da energia vital agiria na terra garantindo a fertilidade e a conseqüente colheita. Ao esgorjar e degolar a vítima e espalhar o seu sangue para transferir esta força para a terra. Seria a crença no poder de adubagem do sangue? É fácil de se concluir que não era esta motivação no caso.
Para os Maias seria a fonte da sucessão dos dias. Para garantir a sua continuidade fazia-se necessário a morte sacrificial das crianças. Estas liberariam a sua energia, através do choro e da liberação da energia pela morte ritual das mesmas.


Esta crença no poder oculto da morte, do sacrifício e do sofrimento levavam os chefes maias a verterem o seu próprio sangue na pira de imolação na crença da liberação desta energia. Faziam pequenos cortes nos genitais impregnando folhas ou papeis para serem queimados e liberar o poder sobrenatural do seu sangue real através da fumaça volátil.
Não é na verdade um fato limitado aos ameríndios, mas parece que os povos primitivos passaram por esta fase homicida por idéias mágicas. Tanto no ocidente como no oriente.


Abraão iria sacrificar o próprio filho após um delírio divinatório da vontade de Deus.

Palácios no oriente e no ocidente, entre os vikins da Escandinávia, ou os chineses primitivos colocavam nas fundações pessoas sacrificadas para garantir uma “boa” base para o prédio.
A estes fatos se originou na mente humana o conceito de animismo, que se conhece por esse nome a teoria formulada pelo antropólogo inglês Sir Edward B. Tylor em sua obra Primitive Culture (1871; A cultura primitiva). Modo de pensamento ou sistema de crenças em que se atribui a seres vivos, objetos inanimados e fenômenos naturais um princípio vital inerente, isto é, uma alma. Reconhece-se na teoria de Tylor o grande valor de ter mostrado a conexão entre o animismo e o culto aos mortos, o xamanismo etc., e sobretudo de ter iniciado uma forma de abordar as crenças dos povos primitivos, as quais ele viu como uma tentativa de racionalizar a experiência, e não como manifestações de uma mentalidade pré-lógica ou como meras representações simbólicas da ordem social.





O conceito de energia vital é interessante! Apesar de não passar de um conceito, é utilizado por todas as pseudociências e terapias alternativa para explicar o inexplicável.
Vejamos o conceito de Hahnemann

“A Energia Vital é a energia responsável pela manutenção da vida nos seres vivos e é a energia que se desprende do corpo físico quando ocorre a morte. Essa energia não é perceptível aos nossos sentidos, como todas as outras formas de energia (magnética, elétrica, nuclear, etc.) e, de acordo com Aristóteles (384-322 a.C.), no Homem, é parte de um composto substancial que integra além dessa energia, o corpo físico, a alma e o espírito”. http://www.sosdoutor.com.br/soshomeopatia/oqueeenergiavital.asp
Quem acrescentou na tradução as forças magnéticas, elétrica, nuclear, gravitacional cometeu um equívoco muito grande, pois estas energias, apesar de invisíveis, podem afetar os sentidos. Basta se jogar de uma janela que a energia gravitacional vai lembra-lo da sua existência. O mesmo para as outras formas. Basta colocar a mão num fio energizado, segurar a cápsula de césio fosforescente, ou segurar um imã perto de um metal.

Hahnemann publicara um pequeno ensaio, 'On the Effects of Coffee from Original Observations' [Die Wirkungen des Kaffee's] (Leipzig, 1803) que daria as primeiras tintas da sua teoria que viria a se chamar de psora (1828) como sendo causado pelo consumo de café (Coffea arabica) . Sua idéia mágica era de que até mesmo crianças que não consumissem a bebida, mas permanecesse no mesmo recinto em que adultos faziam o consumo dela, poderiam ser afetados e terem verminose, cáries, doenças de pele.

“ENERGIA VITAL - para Hahnemann seria uma mistura de "maestro" e "piloto automático" de nosso corpo. Tanto seria o responsável pelo harmonioso funcionamento de todas suas partes, possibilitando ele ser considerado um todo, como possibilitaria não termos que "pensar" para fazer acontecer todas funções, reações, etc do nosso corpo para que ele possa funcionar, realizando as funções "automáticas e vitais" ditadas pelas partes do cérebro responsáveis por isso.
Sua natureza é desconhecida.”
http://www.homeopatiaveterinaria.com.br/homeglos.htm
“Según Diccionario la Real Academia Española define como:
"Alma (del lat. ánima) f. Sustancia espiritual e inmortal, capaz de entender, querer y sentir, que informa al cuerpo humano y que con él constituye la esencia del hombre"
Este es el terreno donde nació la Homeopatía, donde Hahnemann estructura toda su doctrina, lo hace tan adecuadamente que 200 años después seguimos basándonos en sus principios para utilizar adecuadamente el Arte de Curar.” Nos ensina o Dr Ider Salgado Torres .
Os desequilíbrios da Energia Vital seriam produzidos por miasmas:
“É muito difícil, senão impossível, definir o que é um miasma. Segundo Hahnemann, existiriam agudos e crônicos. Os miasmas crônicos teriam afetado praticamente todos os seres humanos em todas as épocas, e seriam transmitidos misteriosamente através das infindáveis gerações.”
http://www.ac.org.br/homeopatia.htm
E o medicamento para agir no tratamento destes miasmas deveriam ser dinamizados:
“DINAMIZAÇÃO - preparação de uma droga pelo procedimento de diluição + sucussão (no caso de substâncias solúveis) ou diluição + trituração (no caso de substâncias insolúveis). O termo vem do grego "dynamis" ( potência, força) e qualificam substâncias que adquiriram "energia" medicamentosa. A quantidade de vezes que o medicamento foi dinamizado designa-se POTENCIA.”
http://www.homeopatiaveterinaria.com.br/homeglos.htm
Esta fantasia se demonstrava na própria preparação da apresentação homeopática: “Preparation, Triturate the live insect with sugar of milk.” ao se esperar isolar no almofariz de trituração a “energia” pretendida.
Vemos que é uma doutrina rica em teorias, mas elas vêm antes das demonstrações dos fenômenos. Elas partem da teoria para criar outra teoria, sem basear-se em fenômenos reais.
Por exemplo. A homeopatia tem efeito no tratamento da amidalite (o que não é verdade, pois não existem trabalhos epidemiológicos para demonstrar isto), afirmam! Mas, na amidalite a energia vital não está ameaçada! Assim como no climatério, na enxaqueca, na saudade da mãe, da diarréia....
Nada disto ameaça a vida, ameaça o desequilíbrio da energia vital!
“1. Homeopathy is only possible where the organism is still capable of reaction. This is it's limitation.” http://www.pinkcity.net/n/features/homoeopathy1.htm
E NA HORA "H"
No entanto, na hora em que realmente temos um desequilíbrio como no câncer, no estado de mal asmático, na parada cardíaca, no AVC (derrame), no infarto do miocárdio, num balaço, na hemorragia interna ou externa, na AIDS, no estado de coma, na hora que a energia vital ameaça de ir para integrar-se com a energia cósmica, a medicação não funciona. Nem mesmo na potência 25.000 CH já tentada.

Neste momento a medicação dinâmica com partículas subatômicas e cheias de energia quântica não trata o real desequilíbrio da força vital, que até um leigo sabe dizer: “Ele vai se finar”. Neste exato momento o homeopata consciente se põe a gritar “É PRECISO CHAMAR UM MÉDICO RÁPIDO”.
O poderoso medicamento dinâmico por mais energizado que estiver não trata quando a pessoa mais precisa. Quando o desequilíbrio é real e ameaçador da vida. Não está restrito a doenças e afecções inventadas pelo pseudoterapeuta para mistificar.
Aí, neste momento de desespero eles viram para a família da vítima, e levantando os ombros, se desculpam por terem colocado a vida do familiar em perigo: “É que a energia vital está muito fraca, não responde mais, não há o que fazer, né?”
O interessantíssimo da situação, é que na UTI, na sala de emergência, na sala de cirurgia, no uso de medicamentos com ação farmacológica e uso de diagnósticos racionais feito pelo médico de verdade, o paciente recupera a “energia vital” evitando o uso da medicação energizada de qual potência for.
Este foi o real motivo do fechamento no Brasil e só nos EUA de mais de 100 hospitais e 22 escolas Homeopáticas no fim do século XIX. A quantidade de mortes por falha terapêutica quando a vida era ameaçada.
Apenas descartam o paciente do “estudo de caso”. Isto é só para os que estão sadios ou curaram-se por si mesmo, que eles computam como sucesso.
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